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Texto retirado do site Outra Cidade7 DE OUTUBRO DE 2016 / 23 COMMENTS Por: Ubiratan Leal
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A MGM Resorts é uma empresa de lazer e entretenimento que atinge um faturamento anual na casa de US$ 10 bilhões. Mesmo para um monstro desse, pagar US$ 87 milhões apenas para romper um contrato é bastante coisa. Ainda assim, a dona de alguns dos principais hoteis-cassinos de Las Vegas decidiu pagar esse valor para acabar com seu vínculo com a NV Energy, distribuidora de energia elétrica, para ter liberdade para usar sua própria energia e comprar o que precisar no mercado aberto.

A decisão da MGM chamou a atenção pelo montante envolvido e pela relevância da empresa (dona de MGM Grand, Mandalay Bay, Mirage e Bellagio), mas não foi isolada. A Wynn Resorts, que opera o Wynn e o Encore, desembolsará US$ 17 milhões pelo mesmo motivo. Um sinal de que o perfil do consumo e da compra de energia está mudando rapidamente.

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Devido a incentivos econômicos e de imagem corporativa de manter operações energeticamente mais eficientes, os cassinos passaram a adotar políticas para se tornarem mais verdes. Pode parecer curioso falar isso de um dos lugares que tem na iluminação artificial extravagante uma de suas marcas, mas Las Vegas também é uma metrópole no meio do deserto com vários estabelecimentos ocupando terrenos imensos. Ou seja, combinação ideal para produzir energia solar.

A MGM Resorts e a Wynn decidiram tomar esse caminho. No Mandalay Bay, por exemplo, o complexo de paineis solares será capaz de produzir 8,3 megawatts, suficiente para atender a 25% das necessidades do cassino, quando finalizado. O restante será comprado no mercado aberto, com produtores que busquem fontes alternativas e ofereçam a energia com valores que flutuam de acordo com a oferta e a procura. Por isso, era importante romper o contrato com a NV Energy.

Esses fatores podem mudar o perfil da produção e do fornecimento de energia na cidade que transformou luzes piscantes e máquinas fazendo barulho em um estilo de vida. E podem inspirar outras, com grandes consumidores produzindo a própria energia e buscando o que faltar no mercado aberto, sem o vínculo com as grandes distribuidoras.

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